terça-feira, 28 de junho de 2011


ESPORÃO MONOCASTAS 2008


Esporão é bem conhecida pelos vinhos reserva e garrafeira, vinhos de guarda, encorpados.

Agora a novidade da Esporão são as Monocastas Syrah, Petit Verdot, Touriga Naconal e Alicante Bouschet, da safra 2008.

Importadas pela Qualimpor, são encontradas ao preço de R$ 160,00, em média.


EDUARDO TLACH
VINHO AO SEU ALCANCE

segunda-feira, 20 de junho de 2011

GAMAY SALTON 2011

Novidade na Salton, o Gamay 2011 é obtido a partir de termomaceração (tecnologia chamada de Flash detence), que garante vinhos leves e frutados, com pouca estrutura, vinho para ser bebido ainda jovem.

Com preço em torno de R$ 20,00, é um vinho de edição limitada e será comercializado no varejo da vinícola, pela internet (no site da empresa) e em algumas lojas especializadas.

Garrafa de 750 ml, 12° vol, pode ser bebido como aperitivo, para acompanhar entradas ou pratos com molhos leves.

Vale experimentar.

EDUARDO TLACH
VINHO AO SEU ALCANCE

sexta-feira, 17 de junho de 2011






3ª EXPO VINHOS CURITIBA

Acontecendo no Mercado Municipal de Curitiba a 3ª EXPO VINHOS CURITIBA, dias 16, 17 e 18 de junho, ainda dá tempo...

Ingressos a R$ 30,00 por dia.

Serão oferecidos 500 rótulos para degustação de 20 importadoras.

EDUARDO TLACH
VINHO AO SEU ALCANCE

sábado, 11 de junho de 2011

VINHO CHILENO É VENDIDO MAIS BARATO NA EUROPA E EUA...

Segue matéria publicada no ESTADÃO, dá pra se ver a razão de tanta diferença.

EDUARDO TLACH
VINHO AO SEU ALCANCE

Casillero del Diablo, do Chile, custa R$ 36 em SP e R$ 16 em Londres (foto: divulgação)

Os vinhos chilenos e argentinos chegam ao consumidor nos Estados Unidos e na Europa a um preço mais baixo do que no Brasil (veja tabela ao final deste texto).

Em alguns casos, a mesma garrafa em um supermercado de São Paulo custa o dobro ou até o triplo do preço praticado em lojas de Nova York, conforme mostra um levantamento feito pelo professor de economia Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios, colaborador do blog Radar Econômico.

O chileno Casillero del Diablo com a uva Cabernet Sauvignon, por exemplo, é vendido por R$ 36,27 no supermercado Pão de Açúcar em São Paulo. Em Londres, a garrafa sai por R$ 15,76 na varejista Tesco, menos da metade; em Nova York, a Zackys vende por R$ 14,50.

Uma garrafa do argentino Los Cardos Cabernet Sauvignon custa R$ 11,27 ao consumidor de Nova York. Já para os paulistanos, a mesma mercadoria vinda da Argentina, um país vizinho e pertencente ao Mercosul, é vendida a R$ 32,90.

Importadores ouvidos pela reportagem apresentam dois grandes motivos para o alto preço do vinho: os impostos e a burocracia. Antoine Zahil, sócio-proprietário da Zahil Importadora, conta que a cascata de impostos sobre o vinho trazido do Mercosul equivalem a 80% do preço que ele paga. Isso ocorre porque a tarifa de importação para países da região é zero, mas há outros impostos como IPI, ICMS e PIS/Cofins.

Para vinhos de outros países, Zahil paga uma tarifa de importação de 27%. No total, os impostos são 115% do preço que ele paga sobre o produto. Nos EUA, os importadores pagam cerca de 9% sobre os vinhos importados.

?Se o governo federal e o estadual tirassem os impostos, eu reduziria o preço em 60%?, afirma o importador. ?Um bom vinho que hoje custa R$ 50 ficaria em pouco mais de R$ 20?, acrescenta.

Burocracia

Para o vice-presidente de Vinhos da Associação Brasileira de Bebidas, Ciro Lilla, a lentidão do processo de importação também afeta o preço do produto. ?Nos EUA, o importador pede um vinho chileno e já recebe um mês depois. Aqui, demora quase seis meses. Imagine o capital de giro que precisa ter para começar a vender só depois de seis meses?, afirma Lilla, que é proprietário da importadora Mistral.

O transporte demora menos de dois meses, mas o importador precisa esperar dois meses, segundo Lilla, para receber a licença de importação e outros dois para que o produto seja liberado na alfândega. Ainda, desde 1º de janeiro, existe a necessidade de colocar um selo de comprovação de pagamento de IPI em todas as garrafas, gerando mais um custo. Um contêiner carrega mil caixas, cada uma com 12 garrafas.

?Precisa abrir caixa por caixa para colocar os selos em cada uma.?

Competitividade

O economista Paulo Rabello de Castro afirma que também a produção de vinhos nacionais encontra problemas devido às taxas. ?Um produto só melhora a qualidade quando aumenta o volume de produção. O volume só aumenta se o preço for mais competitivo, e só chegaremos a isso com redução da carga tributária e melhora do câmbio?, afirma.

Por enquanto, os impostos e o câmbio fazem com que o vinho nacional não consiga competir internacionalmente, inclusive com produtores pouco tradicionais, como África do Sul e Austrália, observa o economista.

Compare

Veja

os preços de vinhos em diferentes cidades. Os valores estão sempre em reais e se referem a

garrafas de 750 ml. Ao lado do nome da cidade, o

do supermercado pesquisado.

Casillero del Diablo Cabernet Sauvignon (Chile)

Londres - Tesco

15,76

Madri - Corte Inglês

21,02

Nova Yorl - Zackys

14,50

São Paulo - P.Açúcar

36,27

.

Terrazas de los Andes Cabernet Sauvignon (Argentina)

Madri - Corte Inglês

30,68

NY - Hollidaywine

16,11

São Paulo - P .Açúcar

39,48

.

Dona Paula Malbec (Argentina)

NY-MarketLiquor

11,27

SP-P.Açúcar

33,16

.

Luigi Bosca Reserva Pinoir Noir (Argentina)

NY - MarketLiquor

24,18

São Paulo - P.Açúcar

85,49

.

* Alcides Leite é professor de economia na Trevisan Escola de Negócios e inspetor-analista concursado do Banco Central. No Radar Econômico, ele compara preços de produtos no Brasil e no exterior, na série 'Quanto custa', às quartas-feiras.