domingo, 25 de setembro de 2011

19ª AVALIAÇÃO NACIONAL DE VINHOS DO BRASIL


Participei ontem deste evento servindo vinhos aos participantes, após pedido da ABE-Associação Brasileira de Enologia e da faculdade onde estudo, IFRS Bento Gonçalves.

O evento é muito interessante, pois dá uma idéia de como está a qualidade do vinho da safra de 2011. Nos tintos se percebia a coloração bem violácea, denotando vinhos bem jovens, ainda não estão prontos para ir ao mercado.

A maioria deles foi colhida dos tanques de inox ou até de barricas de carvalho ou direto das garrafas.


Neste ano a novidade foi a inclusão de dois vinhos bases para espumantes (seja para método charmat ou champenoise).

Estávamos num grupo de mais ou menos 60 pessoas servindo os vinhos e arrumando as mesas nos intervalos. Além dos estudantes do IFRS, havia também estudantes de Sommelier do SENAC de Bento Gonçalves e de estudantes de Enoturismo da FISUL de Garibadi.

Neste evento tive a oportunidade de servir a mesa principal onde estavam os convidados para avaliar as 16 amostras, cada convidado analisou um vinho e o comentou ao público.

As 16 amostras levadas aos participantes foram selecionadas de um universo bem maior de 383 no total, de 72 vinícolas brasileiras.


Segue a classificação final:


1 - Vinho base espumante: Domno do Brasil

2 - Base Espumante: Casa Valduga
3 - Riesling Itálico: Aurora
4 - Chardonnay: Nova Aliança
5 - Chardonnay: Góes
6 - Chardonnay: Don Giovanni
7 - Moscato R2: Perini
8 - Moscato Giallo: Don Guerino
9 - Rosé Cabernet Sauvignon: Almadén
10 - Vinho jovem Merlot: Salton
11 - Merlot: Basso Vinhos
12 - Merlot: Luiz Argenta
13 - Syrah: Almaúnica
14 - Cabernet Sauvignon: Rasip Agropastoril
15 - Tannat: Vinícola Gheller
16 - Tannat: Seival Estate


EDUARDO TLACH

VINHO AO SEU ALCANCE

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

GAZELA ESPUMANTE


Para os apreciadores de vinho verde surgiu uma novidade: o Gazela Espumante, por enquanto disponível apenas na Europa.

Na boca ele é seco e leve tendo como público alvo o consumidor jovem.


EDUARDO TLACH

VINHO AO SEU ALCANCE

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

VINHO CHINES DERRUBA FRANCÊS


A muito tempo a China está se destacando no cenário mundial, agora foi a vez do vinho.

Segue matéria publicada na BBC.CO.UK.


EDUARDO TLACH

VINHO AO SEU ALCANCE


Um vinho chinês surpreendeu e venceu um renomado concurso promovido pela revista britânica Decanter, batendo outros vinhos franceses na mesma categoria.


O Cabernet Dry Red 2009 (Jia Bei Lan) foi o primeiro vinho chinês da história a vencer o Decanter World Wine na categoria de vinhos na mais alta faixa de preços.

Os profissionais do vinhedo He Lan Qing Xue, na província Ningxia, no norte da China, comemoraram o recebimento do premio, em uma cerimônia em Londres.

O consultor de vinho Demei Li, que tem passagens por vinhedos na França e ajudou a criar o vinho chinês, diz que a China não possui um clima "adequado para produzir vinho".

Assim como a Europa, o país possui um clima continental, com verões de calor intenso e invernos muito frios. No entanto, as temperaturas são mais extremas. No inverno, as videiras precisam ser escondidas sob o solo para ficar protegidas do frio.

China x França?

O Jia Bei Lan é uma mescla das uvas bordalesas Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Gernicht – que especialistas acreditam ser uma parente da Cabernet Franc ou Carmenère.

Os jurados do concurso descreveram o vinho como "suculento, gracioso e com aromas de fruta madura, mas não carnudo" e elogiaram a sua "excelente persistência e seus taninos firmes".

Porém, o produtor chinês afirma que o vinho "não está tentando competir com os vinhos de Bordeaux, como os Grands Crus".

Demei diz que o vinho, com sabores de fruta e carvalho, é equilibrado e apropriado ao gosto chinês.

Com o triunfo, Demei espera oportunidades para venda em hotéis e restaurantes nos exterior. "O prêmio será muito útil para vender o vinho e desenvolver a marca", diz.

O próximo passo da vinícola será desenvolver vinho branco.

Produção local

Atualmente, o vinho só é vendido na China, em produção limitada, a um preço equivalente a R$ 35. Apenas 20 mil garrafas da safra 2009 foram produzidas.

Demei espera que o prêmio incentive outros produtores chineses a expandir sua atuação, inclusive por meio de parcerias com o vinhedo He Lan Qing Xue.

Um estudo feito pela Vinexpo, organizadora de uma das principais feiras de vinho do mundo, na França, afirma que a China (incluindo Hong Kong) deve se tornar o oitavo maior consumidor de vinho do mundo em 2012.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Viaje pela Alemanha curtindo as belas paisagens e vinhos fantásticos...
Matéria publicada no jornalfloripa.com.br.


EDUARDO TLACH
VINHO AO SEU ALCANCE


Cruzeiros oferecem roteiros especiais para amantes do vinho
Enólogos, apaixonados por vinhos ou pessoas que apenas buscam conhecer mais sobre a bebida são o público-alvo de quatro roteiros de cruzeiros pela Europa.


Durante a viagem, o turista pode participar de palestras com especialistas, degustações e harmonizações da bebida com as refeições a bordo do navio, enquanto conhece vinhedos em países como Alemanha, Holanda e Áustria.


Passando por rios como Danúbio e Reno, os cruzeiros acontecerão entre 14/10 e 21/11 e são organizados pela empresa AmaWaterways, especializada em cruzeiros pela Europa. Todas as viagens têm duração de sete noites.


Confira abaixo os pacotes de cruzeiros para amantes do vinho:


Vinhedos do Reno e Mosela - De Amsterdã a Remich (Luxemburgo) ou roteiro inverso, passando por Colônia, Rudesheim, Mainz, Cochem, Bernkastel. Como opção, é possível ir de trem de alta velocidade (TGV) para Paris para 3 noites de estadia. Preço por pessoa: a partir de US$ 1999 + US$ 780 para viagem a Paris. Saídas em 14/10 e 13/11.


Reno Encantador - Da Basiléia a Amsterdã ou o contrário, passando por Breisach, Estrasburgo, Heidelberg, Worms, Rudesheim, Koblenz, Colônia. Opcional de 2 noites em Zurique e 2 noites em Lucerna. Preço por pessoa: a partir de US$ 1999 + US$ 920 para destinos opcionais. Saída em 12/11.


Rios e Castelos Europeus - De Nuremberg a Remich (Luxemburgo) passando por Bamberg, Kitzingen, Wurzburg, Wertheim, Miltenberg, Frankfurt, Mainz, Rudesheim, Cochem, Bernkastel. Opcional de 2 noites em Praga e 3 noites em Paris. Preço por pessoa: a partir de US$ 2099 + US$ 1240 para destinos opcionais. Saída em 6/11.


Danúbio Romântico - De Vilshofen a Budapeste passando por Passau, Linz, Melk, Durnstein/Krems, Viena, Bratislava. Opcional de 3 noites em Praga. Preço por pessoa: a partir de US$1999 + US$ 690 para viagem a Praga. Saídas em 14/11 e 21/11.

terça-feira, 19 de julho de 2011




Segue matéria sobre o custo do vinho importado no Brasil, publicado no site Enoeventos, pelo colunista Didú Russo.
Como vemos tanta diferença nos preços nos países de origem e aqui no Brasil, agora dá pra ver onde vai parar nosso dinheiro.


EDUARDO TLACH
VINHO AO SEU ALCANCE


O BRASIL É A BOLA DA VEZ ?

Sei que em quase todo o mundo o Brasil parece ser a "tábua da salvação", "a bola da vez", principalmente para os produtores de vinho europeu que ainda vivem uma crise séria.


Porém é preciso que os vinhateiros europeus se dêem conta da realidade brasileira. Por exemplo, quando se diz que no Brasil o consumo é de 2 litros per capita/ano, não se diz que 1,6 litros é de vinho de mesa, que no Brasil é feito com uvas americanas. São os conhecidos e populares vinhos de "garrafão".

Depois, é preciso saber que 80% desses 0,4 litros per capita de vinhos finos, está na faixa de até R$18,00 o que seria hoje cerca de U$10,00 nas prateleiras de supermercado, depois de toda a carga de tributos e impostos, vinhos que saíram de suas origem por volta de €1,00, muitas vezes menos. Portanto, um mercado ainda a ser construído.

É preciso saber que existem hoje em oferta nada menos que 22 mil rótulos de vinhos, para um consumidor absolutamente desinformado da bebida, que não é capaz de citar sequer três castas de uva.

É importante saber que aqui no Brasil, via de regra, sentamos num restaurante, bebemos 1 garrafa de vinho e pagamos 16. E sabem quem fica com as outras 15 garrafas? Vejam abaixo.

COMO O PREÇO DOVINHO AUMENTA

Vamos tomar por base um vinho que venha do Velho Mundo a digamos, R$3,60 que seriam cerca de U$2,00 na origem, e vamos agregar toda a cadeia de custos e impostos, taxas, e margens dessa garrafa na origem até a sua mesa.

. R$0,30 de Pick Up (significa retirar a mercadoria da vinícola e colocá-la em algum lugar até o embarque).

. R$0,05 de Consolidação (significa juntar algumas outras caixas de alguns outros produtores até formar seu container).

. R$0,35 de frete "Reefer" (que é o container refrigerado, sim estes meus amigos contratam mesmo o refrigerado).

. R$0,42 de Despesas Portuárias + R$0,07 de seguro + R$0,15 de Despachante e chegamos ao sub-total 1 de R$4,94.

. Então entramos no Imposto de Importação que soma mais R$1,33 e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que são R$1,08 para chegarmos ao sub-total 2 de R$7,35.

. A partir daí incide o PIS (Plano de Integração Social) com R$0,14 e o COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) de R$0,68 e chegamos ao sub-total 3 de R$8,17.

. Partimos então para o ICMS "normal" na entrada (veja que simples de entender...) de R$2,72 e aquela garrafa de R$3,60 já está custando R$10,90.

. Entramos então na margem do importador, que varia muito de um para outro. Eu considerei aqui um modesto empresário que coloca 45% sobre a venda, neste caso um valor de R$8,92 (mas é importante notar que este valor inclui 7% de impostos na venda (PIS e COFINS - novamente e mais CSLL e IRPJ) + a diferença de ICMS normal entre entrada e saída) e ainda custos de administração, amostras para o Ministério, depósito refrigerado, divulgação, entrega, comissão de vendas, catálogos, custo financeiro de manutenção de estoques e perdas com produtos estragados. A esta altura, nosso vinho que era R$3,60 lá no produtor, sai do importador a um preço de venda para pessoas jurídicas de R$19,82.

. Então, acrescenta-se aí ICMS normal de saída com R$2,23 e a ST (que é a Substituição Tributária, que obriga o vendedor a recolher em nome do comprador 25% sobre uma margem de lucro que o próprio governo estimou!... no caso 67,82%, acredite se quiser...); isso dá mais R$3,36, o que leva aquele nosso vinho de R$3,60 para R$23,17.

. Mas os distribuidores, lojistas e restaurantes precisam ganhar e para que eles possam vender o vinho a um preço próximo do preço que o importador pratica para o consumidor final, o importador coloca então 40% de margem para eles. Pronto, nosso vinho de R$3,60 chegou a R$38,62!

. Então o restaurante (que pagou R$23,17), coloca na carta a R$60,00 só para arredondar, afinal se o vinho custar barato ninguém acha que é bom, não é mesmo?

RESUMINDO

Os consumidores brasileiros pagam R$60,00 + R$6,00 de "caixinha", que é o serviço, para tomar uma garrafa de vinho. Espero ao menos que tenham gostado...

O restaurante ficou com R$36,83 para guardar essa garrafa de vinho em temperatura correta e servir em taça adequada.

O Governo ficou com R$10,65. O importador ficou com R$8,92 para bancar toda essa operação e trazer para sua mesa a garrafa de vinho.

O produtor, alguém mais próximo de nós, pois ficou numa garrafa só também, trabalhou a terra por um ano, rezou para que o tempo fosse bom, que não chovesse na época errada, cuidou durante um ano das suas videiras, colheu toda ela, vinificou, afinou o vinho, engarrafou, arrolhou, etiquetou, embalou e daqueles seus R$60,00 recebeu R$3,60.

Que tal? É o Brasil brasileiro e os brasileiros acham graça...

GRANDE POTENCIAL

Porém, o potencial deste mercado é enorme e merece uma atenção que parece ninguém ter dado ainda.

O vinho está na moda neste momento, porém ainda com a falsa imagem de um produto de aristocracia. Uma coisa ridícula, mas que faz parte de uma sociedade nova e principalmente "nouveau-riche". De qualquer forma, é muito importante que esteja na moda.

O espumante cresce o triplo do que outros vinhos, o que está ajudando a incorporar consumidores e abrindo caminho para o vinho branco que quase não se vende no Brasil.

O potencial é tão grande que basta citar dois dados: o mercado das cervejas "Premium", que não existia poucos anos atrás, hoje representa um mercado dez vezes maior em litragem do que o mercado de vinhos finos!!!! Se pensarmos que os cerca de 115 milhões de garrafas de vinho fino consumidas por ano no Brasil representa pouco mais de 2,2 milhões de pessoas bebendo 1 garrafa de vinho por semana, é fácil perceber como esse mercado pode crescer. Existem hoje no Brasil 30 milhões de famílias com renda mensal que permite consumir 1 garrafa de vinho por semana. Mas por que não fazem? Simples, não há cultura. A cultura é da caipirinha, da cerveja, e não do vinho.

Então, já que o vinho está de moda, por que não aproveitar esse momento e difundir todos os benefícios do vinho e criar essa cultura saudável? Que outra bebida pode dizer que faz bem à saúde, respaldada por mais de 2 mil estudos científicos a respeito desses efeitos benéficos? O mercado está aí para quem tiver dinheiro, boa informação e vontade. Será que o momento chegou?

terça-feira, 28 de junho de 2011


ESPORÃO MONOCASTAS 2008


Esporão é bem conhecida pelos vinhos reserva e garrafeira, vinhos de guarda, encorpados.

Agora a novidade da Esporão são as Monocastas Syrah, Petit Verdot, Touriga Naconal e Alicante Bouschet, da safra 2008.

Importadas pela Qualimpor, são encontradas ao preço de R$ 160,00, em média.


EDUARDO TLACH
VINHO AO SEU ALCANCE

segunda-feira, 20 de junho de 2011

GAMAY SALTON 2011

Novidade na Salton, o Gamay 2011 é obtido a partir de termomaceração (tecnologia chamada de Flash detence), que garante vinhos leves e frutados, com pouca estrutura, vinho para ser bebido ainda jovem.

Com preço em torno de R$ 20,00, é um vinho de edição limitada e será comercializado no varejo da vinícola, pela internet (no site da empresa) e em algumas lojas especializadas.

Garrafa de 750 ml, 12° vol, pode ser bebido como aperitivo, para acompanhar entradas ou pratos com molhos leves.

Vale experimentar.

EDUARDO TLACH
VINHO AO SEU ALCANCE

sexta-feira, 17 de junho de 2011






3ª EXPO VINHOS CURITIBA

Acontecendo no Mercado Municipal de Curitiba a 3ª EXPO VINHOS CURITIBA, dias 16, 17 e 18 de junho, ainda dá tempo...

Ingressos a R$ 30,00 por dia.

Serão oferecidos 500 rótulos para degustação de 20 importadoras.

EDUARDO TLACH
VINHO AO SEU ALCANCE

sábado, 11 de junho de 2011

VINHO CHILENO É VENDIDO MAIS BARATO NA EUROPA E EUA...

Segue matéria publicada no ESTADÃO, dá pra se ver a razão de tanta diferença.

EDUARDO TLACH
VINHO AO SEU ALCANCE

Casillero del Diablo, do Chile, custa R$ 36 em SP e R$ 16 em Londres (foto: divulgação)

Os vinhos chilenos e argentinos chegam ao consumidor nos Estados Unidos e na Europa a um preço mais baixo do que no Brasil (veja tabela ao final deste texto).

Em alguns casos, a mesma garrafa em um supermercado de São Paulo custa o dobro ou até o triplo do preço praticado em lojas de Nova York, conforme mostra um levantamento feito pelo professor de economia Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios, colaborador do blog Radar Econômico.

O chileno Casillero del Diablo com a uva Cabernet Sauvignon, por exemplo, é vendido por R$ 36,27 no supermercado Pão de Açúcar em São Paulo. Em Londres, a garrafa sai por R$ 15,76 na varejista Tesco, menos da metade; em Nova York, a Zackys vende por R$ 14,50.

Uma garrafa do argentino Los Cardos Cabernet Sauvignon custa R$ 11,27 ao consumidor de Nova York. Já para os paulistanos, a mesma mercadoria vinda da Argentina, um país vizinho e pertencente ao Mercosul, é vendida a R$ 32,90.

Importadores ouvidos pela reportagem apresentam dois grandes motivos para o alto preço do vinho: os impostos e a burocracia. Antoine Zahil, sócio-proprietário da Zahil Importadora, conta que a cascata de impostos sobre o vinho trazido do Mercosul equivalem a 80% do preço que ele paga. Isso ocorre porque a tarifa de importação para países da região é zero, mas há outros impostos como IPI, ICMS e PIS/Cofins.

Para vinhos de outros países, Zahil paga uma tarifa de importação de 27%. No total, os impostos são 115% do preço que ele paga sobre o produto. Nos EUA, os importadores pagam cerca de 9% sobre os vinhos importados.

?Se o governo federal e o estadual tirassem os impostos, eu reduziria o preço em 60%?, afirma o importador. ?Um bom vinho que hoje custa R$ 50 ficaria em pouco mais de R$ 20?, acrescenta.

Burocracia

Para o vice-presidente de Vinhos da Associação Brasileira de Bebidas, Ciro Lilla, a lentidão do processo de importação também afeta o preço do produto. ?Nos EUA, o importador pede um vinho chileno e já recebe um mês depois. Aqui, demora quase seis meses. Imagine o capital de giro que precisa ter para começar a vender só depois de seis meses?, afirma Lilla, que é proprietário da importadora Mistral.

O transporte demora menos de dois meses, mas o importador precisa esperar dois meses, segundo Lilla, para receber a licença de importação e outros dois para que o produto seja liberado na alfândega. Ainda, desde 1º de janeiro, existe a necessidade de colocar um selo de comprovação de pagamento de IPI em todas as garrafas, gerando mais um custo. Um contêiner carrega mil caixas, cada uma com 12 garrafas.

?Precisa abrir caixa por caixa para colocar os selos em cada uma.?

Competitividade

O economista Paulo Rabello de Castro afirma que também a produção de vinhos nacionais encontra problemas devido às taxas. ?Um produto só melhora a qualidade quando aumenta o volume de produção. O volume só aumenta se o preço for mais competitivo, e só chegaremos a isso com redução da carga tributária e melhora do câmbio?, afirma.

Por enquanto, os impostos e o câmbio fazem com que o vinho nacional não consiga competir internacionalmente, inclusive com produtores pouco tradicionais, como África do Sul e Austrália, observa o economista.

Compare

Veja

os preços de vinhos em diferentes cidades. Os valores estão sempre em reais e se referem a

garrafas de 750 ml. Ao lado do nome da cidade, o

do supermercado pesquisado.

Casillero del Diablo Cabernet Sauvignon (Chile)

Londres - Tesco

15,76

Madri - Corte Inglês

21,02

Nova Yorl - Zackys

14,50

São Paulo - P.Açúcar

36,27

.

Terrazas de los Andes Cabernet Sauvignon (Argentina)

Madri - Corte Inglês

30,68

NY - Hollidaywine

16,11

São Paulo - P .Açúcar

39,48

.

Dona Paula Malbec (Argentina)

NY-MarketLiquor

11,27

SP-P.Açúcar

33,16

.

Luigi Bosca Reserva Pinoir Noir (Argentina)

NY - MarketLiquor

24,18

São Paulo - P.Açúcar

85,49

.

* Alcides Leite é professor de economia na Trevisan Escola de Negócios e inspetor-analista concursado do Banco Central. No Radar Econômico, ele compara preços de produtos no Brasil e no exterior, na série 'Quanto custa', às quartas-feiras.

quinta-feira, 3 de março de 2011

RECICLAR ROLHAS

A Corticeira Amorim, a maior corticeira de Portugal, vai reciclar todas as rolhas no evento Essência do Vinho que ocorre de hoje até dia 6 de março em Portugal.
Calcula-se que serão recicladas 20 mil rolhas.

A empresa já trabalha com essa iniciativa em outros países. Nos EUA, no último Grammy Awards, os vinhos servidos estavam selados somente com rolhas de cortiça, que depois foram recicladas por uma empresa de calçados.



EDUARDO TLACH
VINHO AO SEU ALCANCE

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011


Dormir em toneis...

Fonte: Casa e Jardim Online

Alguns estudos médicos já indicaram que beber uma taça de vinho à noite é bom para a saúde. Imagine, então, dormir dentro de um tonel. Brincadeiras à parte, até quem não gosta da bebida vai se impressionar com este hotel nada comum, localizado na Holanda. No De Vrouwe van Stavoren, os hóspedes dormem dentro de quatro grandes barris, que um dia foram usados para armazenar 14,5 mil litros de vinho francês. As peças foram recicladas e adaptadas e, atualmente, funcionam como quartos para duas pessoas, com um banheiro cada.

EDUARDO TLACH
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011


PRIMEIROS DIAS NA CANTINA


Tr
abalhar na cantina é algo bem diferente do que mostrar a vinícola da passarela na Salton.

Comecei puxando as mangueiras que são ligadas aos tanques e as bombas para trasfegar (mudar de um tanque a outro), o suco de uva.

Também adicionando SO² (conservante), aos vinhos.

Confesso que não conhecia o SO² de perto, trabalhei por enquanto com o líquido que só de colocar no balde e andar com ele pela vinícola é muito estranho, ele começa a entrar pela garganta e pelo nariz, quem trabalha a mais tempo na vinícola diz que não percebe mais.
Quando estão usando o SO² em gás é mais nítido ainda.

Mas trabalhar na cantina está sendo um grande aprendizado. Aprendi muito mais nesse ano que passou cursando a faculdade de Viticultura e Enologia e trabalhando na vinícola do que em muitos anos atrás de informações e cursos em São paulo sobre o mundo do vinho.


EDUARDO TLACH
VINHO AO SEU ALCANCE

sábado, 15 de janeiro de 2011


Janeiro, começa a colheita das uvas.

Na Salton já recebemos uma parte das uvas para suco e chardonnay para espumantes.

Segunda feira começa a colheita firme, minha nova fase na Salton, dentro da cantina, vou acompanhar e trabalhar nesse processo.

Na colheita são preparados todos os vinhos do ano, toda a matéria prima é recebida de janeiro a março.


EDUARDO TLACH
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Já se fazia vinho há seis mil anos


Foi descoberta uma unidade de produção vinicula, numa gruta, na Arménia

Fonte: tvi24

Uma unidade de produção de vinho com 6.100 anos, a mais antiga de que há memória, foi descoberta numa gruta na Arménia, anunciou esta terça-feira uma equipa internacional de arqueólogos, citada pela AFP, escreve a Lusa.

Antes desta descoberta, os vestígios de equipamento de produção vinicula datavam de há 5.000 anos.

«Pela primeira vez, temos uma imagem arqueológica completa de uma produção de vinho com 6.100 anos de idade», congratulou-se Gregory Areshian, responsável pelas escavações e director adjunto do Instituto de Arqueologia Cotsen na Universidade da Califórnia, em Los Angeles.


EDUARDO TLACH
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sábado, 1 de janeiro de 2011

28-12-2010
As qualidades de uma garrafa de vinho do fundo do mar

Fonte: Euronews

Cientistas e produtores vinícolas do País Basco lançaram uma curiosa investigação. O projecto Plentzia ambiciona ser o primeiro laboratório submarino de vinhos do mundo. O objectivo é saber se há alterações na qualidade do vinho conservado no fundo do oceano.
À superfície, os cientistas analisam as amostras para compreender o processo de envelhecimento do vinho. Iñaki Etaio, um dos cientistas do projecto Plentzia, explica que “cada garrafa no oceano tem uma irmã gémea na cave o que permite comparar e saber se há diferenças resultantes das condições de conservação”.
Os primeiros resultados já permitem tirar algumas conclusões. “O vinho é mais redondo, mais expressivo com mais carácter e estrutura”, considera o enólogo Iñaki Murillo.
“Vinhos do fundo do mar”: uma experiência científica que poderá vir a seduzir os apreciadores do néctar dos Deuses.


EDUARDO TLACH
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