sexta-feira, 31 de julho de 2009


BAG IN BOX

Bons vinhos estão acondicionados em garrafas, certo?

Nem sempre. Os melhores vinhos, os clássicos, sempre serão encontrados em garrafas com rolhas de cortiça, prontos para amadurecer em adegas por longo tempo.

O mercado fornece hoje uma nova embalagem o Bag in Box, traduzido ao pé da letra: sacola na caixa.

São embalagens (de 2, 3 ou 5 li

tros) que tornam prática a vida de quem quer saborear um vinho todo dia,

sem se preocupar se o vinho vai ficar passado ou “ir pro vinagre”.

O Bag in Box é uma caixa de papelão contendo uma bolsa plástica de 3 camadas, com uma torneira de serviço que não deixa o vinho entrar em contato com o meio ambiente. Dessa forma o vinho se mantém bom para consumo dentro de um prazo de vinte a trinta dias, depois de aberto.

Essa embalagem surgiu no Brasil na década de 90, sendo o Aurora Casa de Bento, o primeiro. Na mesma época cheguei a ver uma embalagem Bag do vinho de mesa Chapinha, mas os dois sumiram do mercado.

Nesses anos experimentei vários Bag’s trazidos de fora pelo meu amigo Dante Martinelli que trabalhava em uma companhia aérea e sempre trazia novidades do vinho.

Chegamos a degustar: Franzia (havia dos EUA e de uma importação do Chile e embalado nos EUA), Almaden (EUA) e de outros países como Austrália e África do Sul.

Algum tempo atrás perguntava aos produtores nacionais se haveria a tal embalagem, eles torciam o nariz dizendo que vinho só ficava bom na tradicional garrafa, hoje temos vários produtores embalando em Bag.

Bom para se ter

em casa, restaurantes, levar para um churrasco ou encontro informal entre amigos.

Destaco dois Bag’s que degustei há pouco tempo:

-Monte Caron (vinícola da cidade de São Jorge – RS) cabernet sauvignon e o assemblage, os dois muito bons, harmônicos, descem macio.

-Tributo (Marco Luigi) merlot, muito frutado, harmônico, macio.


EDUARDO TLACH

VINHO AO SEU ALCANCE

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ministro do Turismo em visita à Salton

22/07/2009

Durante visita à Serra Gaúcha, nesta quarta-feira (22 de julho), o ministro do Turismo, Luiz Barretto, teve a oportunidade de conhecer a Vinícola Salton, no distrito de Tuiuty, em Bento Gonçalves. A empresa foi eleita como palco da assinatura de documentos que visam à melhoria de condições turísticas no município. Na sede da empresa foram firmados dois convênios: para a construção do Centro de Atendimento ao Turista (CAT) – Pipa Pórtico e sinalização turística de Bento Gonçalves; e para o repasse de verbas para a reforma do telhado no Parque de Eventos.

O ministro foi recepcionado pelo presidente da Salton, Daniel Salton, pelo superintendente, Antônio Agostinho Salton, e pelo diretor técnico, Lucindo Copat, que também receberam o prefeito de Bento Gonçalves, Roberto Lunelli, e o secretário Estadual do Turismo, José Heitor Goulart. Primeira vez em Bento Gonçalves, o ministro teve a oportunidade de visitar as dependências da vinícola.

www.salton.com.br

sábado, 25 de julho de 2009

http://www.ibravin.org.br/int_noticias.php?id=192&tipo=N

Vinhos brasileiros são premiados no Chile

23-07-2009


A qualidade dos vinhos e espumantes brasileiros foi mais uma vez, comprovada e reconhecida no mercado internacional. No Concurso Vinalies Cata’Or América Latina, realizado no Chile, foram premiados quatro vinhos brasileiros.

O evento ocorreu de 08 a 10 de julho, no Grand Hotel Hiatt, em Santiago.



O concurso reuniu 512 amostras que foram avaliadas por 30 degustadores. Concorrendo com participantes da França, Itália, Portugal, Chile, Uruguai, Bolívia e Canadá, o Brasil conquistou três medalhas de prata no concurso.



Representando o Brasil entre os degustadores, esteve o diretor da Associação Brasileira de Enologia (ABE), João Carlos Taffarel.

Conforme Taffarel, essa foi a segunda edição do concurso, organizado pela Associação dos Enólogos da França, realizada no Chile. “O Vinalies Cata’Or é uma extensão do Vinalies International realizado em Paris e, por isso, conta com a chancela da Organização Internacional dos Enólogos (OIE), da Federação dos Grandes Concursos e da Organização Internacional do Vinho (OIV), destaca.



Além de seguir padrões internacionais de grandes certames, o Vinalies Cata’Or também revelou sua importância ao possibilitar que os jurados comentassem sobre os vinhos premiados. Paralelo ao concurso foi realizada a Vinitech América Latina.



PREMIAÇÕES:



Medalha de Ouro

Mundvs Cabernet Sauvignon 2005 - Casa Valduga Vinhos Finos



Medalha de Prata

Aurora Espumante Moscatel – Cooperativa Vinícola Aurora

Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay 2008 – Casa Valduga Vinhos Finos

Salton Desejo – Vinícola Salton



Mais informações:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENOLOGIA

enologia@enologia.org.br – www.enologia.org.br54 3452.6289

Mais informações para a imprensa:

CONCEITO.COM(54) 3451-5812conceitocom@conceitocom.com.br – www.conceitocom.com.br

terça-feira, 21 de julho de 2009

http://www.enologia.org.br/conteudo.asp?id_artigo=642&id_categoria=1&sTipo=artigo&sSecao=noticias&bSubMenu=0&bImgSecundaria=0

21/07/2009

VI Concurso do Epumante Brasileiro conta com mais de 200 amostras inscritas


A participação de amostras e vinícolas no Concurso do Espumante Brasileiro bateu recorde histórico nesta edição. Foram inscritas 205 amostras, provenientes de 65 cantinas brasileiras. Em relação à última edição do concurso, realizado em 2007, o aumento no número de espumantes inscritos é de 42% e o de empresas participantes, de 30%.

A Associação Brasileira de Enologia (ABE), promotora do evento, comemora o crescimento na participação, uma vez que a meta da entidade era de ultrapassar as 144 amostras de 50 vinícolas inscritas na edição anterior. Outro destaque no VI Concurso do Espumante Brasileiro refere-se a adesão de empresas provenientes de cinco estados brasileiros, sendo eles: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Pernambuco.

Para o presidente do Concurso, Carlos Abarzúa, a grande participação demonstra a importância do evento que vem registrando crescimento a cada edição. "O concurso é uma oportunidade para comprovar a qualidade do espumante brasileiro, já reconhecida mundialmente", destaca o enólogo.

Marcado para o período de 4 a 6 de agosto, o VI Concurso do Espumante Brasileiro, será realizado na Câmara de Indústria e Comércio de Garibaldi. Em sua sexta edição, o Concurso premiará os espumantes melhores classificados por categoria - Espumante de Segunda Fermentação (Charmat/Tradicional) e Espumante de Primeira Fermentação (Moscatel) - respeitando o limite de 30% entre os inscritos, conforme normas internacionais.

O evento de premiação será realizado no dia 06 de agosto, às 20 horas, no Centro de Eventos Famiglia Giovanaz, em Garibaldi.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

VISIT THE CITY OF BENTO GONÇALVES (Translation with google translator)

VISIT THE CITY OF BENTO GONÇALVES (Rio Grande do Sul-Brasil)
11.07.2009

Fine day of rain and very cold, the night came at 3 ° C, with snow forecast. We come from the Bento Gonçalves Veranópolis as soon see the Salton Winery, located in the district of Tuiuty, before the Valley of the Vineyards. Stopped to see the grandeur of this wine, with visits tracked. Modern facilities, tanks and fermentation in stainless steel autoclaves, the rest of the underground hall of oak barrels, all in large quantities. After hearing the explanations of the tab came to tasting the wine. Try their wines well prepared, with emphasis on sparkling, round, fine. Always appreciate the sparkling quality of the Salton. By curiosity to try the wine Canon, this sweet table wine, is the most sold in the parishes of Brazil.

After the trip to follow the valley of vineyards, the Winery began
Marco Luigi.

Find great wines, particularly the Family Reserve line, but before the
Tributo and tasted Conceito, best known wines in the day to day. We take "to go" bag in the box Tributo Merlot (R$ 34.00, 5 liters)

This wine which was very marked attention, we were very well attended by Luiza and Daniela, who gave us important tips on the Valley of the Vineyards. We were there by half past two in the afternoon and we had lunch, they gave us three names of restaurants in the region: Casa Valduga, ZandonáI and Sborneas.

At Casa Valduga not left us nor go through the gate, said they were blended with a tour and that preferred not to take wrong turn away. (a visitor who knows, the next trip).

The ZandonáI was closed, a bar next to it belongs to the restaurant have reported that when the hands are at noon it's time for lunch, and serving there until the 14 hours up to a master of the Italian accent asked if that came lunch hours or dinner?

Our salvation was the
Sborneas, we were very well received by waiters who had a great mood, the house was not full, they do not work with excursions.
We have masses of rotation of (R$ 30,00 / person), first a soup capeletti and after various types of pasta to the sauce: the sugo, the pesto, garlic and oil ... We miss a lasagna. The cockerel was a fantastic sauce, crispy skin, a delight ...
To accompany the meal we accept the suggestion of a Pizzati Reserve Cabernet Sauvignon 2004 (R$. $ 30.00), married very well.
We in the "broom", then by 16 hours.

We Miolo by Winery, a great seat, great. It was crowded, there were two buses, two vans and several cars in the parking, we only see the shop for the wines.

We went to the end of the day to
Pizzato Vines and Wine, know more about the wine we had company for lunch.
There they value the quality of grapes, which gives rise to good wine.
Pizzato all wine is made with grapes themselves, they also sell a portion of the grapes to others.
The process of winemaking is done with modern equipment, fermentation in stainless steel tanks with refrigeration coil. After the wines rest in oak barrels to sharpen the flavors.

There are many other wineries in the region and in other nearby cities, but have not had time to visit them, leave for another occasion.

Evaluation of the trip:
Positive points:
- The proper care in Marco Luigi
- Gaucho hospitality of the people, information was always passed with joy.
- Very nice place, many well known wineries in the same place. All welcome the tourist.
- BR 116 is very well maintained and signposted

Negative points:
- Schedule your time, because not all restaurants operate in the afternoon as in São Paulo.
- Toll Gates, through a toll of 16 in St. André Bento Gonçalves, R ± cost of R$ 65.00 per order.
- BR 116 in the first stage after Bento Gonçalves, is very winding and narrow, not like a federal highway.

Eduardo Tlach
VINHO AO SEU ALCANCE

quinta-feira, 16 de julho de 2009

FOTOS VIAGEM A BENTO GONÇALVES






FOTOS VIAGEM A BENTO GONÇALVES

VISITA A BENTO GONÇALVES

11.07.2009

Dia de chuva fina e muito frio, a noite chegou a 3°C, com previsão de neve. Chegamos a Bento Gonçalves vindo de Veranópolis, logo avistamos a Vinícola Salton, que fica no distrito de Tuiuty, antes do Vale dos Vinhedos. Paramos para conhecer a grandiosidade desta vinícola, com visita monitorada. Modernas instalações, tanques de fermentação e autoclaves em aço inox, o salão subterrâneo de descanso dos barris de carvalho, tudo em grandes quantidades. Após ouvirmos as explicações da guia passamos a degustação dos vinhos. Provamos seus vinhos bem elaborados, com destaque aos espumantes, redondos, finos. Sempre apreciei a qualidade dos espumantes da Salton. Por curiosidade experimentamos até o vinho Canônico, este vinho de mesa doce, é o mais vendido nas paróquias do Brasil.

Terminada a visita seguimos para o vale dos vinhedos, começamos pela Vinícola Marco Luigi.

Encontramos grandes vinhos, em especial a Linha Reserva da Família, mas antes degustamos o Tributo e o Conceito, vinhos mais conhecidos no dia a dia. Levamos “para viagem” o bag in box Tributo Merlot (R$ 34,00, 5 litros)

Nesta vinícola o que marcou muito foi o atendimento, fomos muito bem atendidos pela Daniela e Luiza, que nos deram dicas importantes sobre o vale dos Vinhedos. Estávamos lá pelas duas e meia da tarde e não tínhamos almoçado, elas nos deram três nomes de restaurantes da região: Casa Valduga, Zandonai e Sborneas.

Na Casa Valduga não nos deixaram nem passar pelo portão, disseram que estavam lotados com uma excursão e que para não atender mal preferiam não deixar entrar. (uma visita quem sabe, na próxima viagem).

O Zandonai estava fechado, num bar ao lado que pertence ao restaurante nos informaram que quando os ponteiros se encontram ao meio dia é hora de almoçar, e lá servem até as 14 horas, até um senhor de sotaque italiano nos perguntou se naquela hora viemos almoçar ou jantar ?

Nossa salvação foi o Sborneas, fomos muito bem recebidos pelos garçons que tinham um ótimo humor, a casa não estava cheia, eles não trabalham com excursões.

Fomos de rodízio de massas (R$ 30,00/pessoa), primeiro uma sopa de capeletti e após vários tipos massas ao molho de: ao sugo, ao pesto, alho e óleo... Sentimos falta de uma lasagna. O galeto estava com um tempero fantástico, pele crocante, uma delícia...

Para acompanhar a refeição aceitamos a sugestão de um Pizzato Reserva Cabernet Sauvignon 2004 (R$ 30,00), casou muito bem.

Saímos na “vassoura”, lá pelas 16 horas.

Passamos pela Vinícola Miolo, uma sede muito grande, imponente. Estava lotada, havia dois ônibus, mais duas vans e vários carros no estacionamento, passamos apenas pela loja para ver os vinhos.

Fomos ao final do dia para Pizzato Vinhas e Vinhos, conhecer mais sobre o vinho que nos fizera companhia no almoço.

Lá eles prezam pela qualidade das uvas, que dá origem ao bom vinho. Todo vinho Pizzato é feito com uvas próprias, inclusive eles vendem uma parte das uvas a terceiros.

O processo de vinificação é feito com equipamentos modernos, fermentação em tanques de aço inox com serpentina de refrigeração. Após os vinhos descansam em barris de carvalho para afinar os aromas.

Há muitas outras vinícolas na região e em outras cidades próximas, mas não tivemos tempo para visitá-las, deixaremos para outra ocasião.

Avaliação da viagem:

Pontos Positivos:

- o bom atendimento na Marco Luigi

- hospitalidade do povo gaúcho, as informações sempre eram passadas com alegria.

- Local muito agradável, muitas vinícolas conhecidas no mesmo lugar. Todas recebem bem o turista.

- BR 116 está muito bem conservada e sinalizada

Pontos Negativos:

- programe seus horários, pois nem todos restaurantes funcionam à tarde como em São Paulo.

- Pedágios, passamos por 16 pedágios de Santo André a Bento Gonçalves, custo de ± R$ 65,00 por sentido.

- BR 116 no trecho inicial após Bento Gonçalves, é muito sinuosa e estreita, nem parece uma estrada federal.

Eduardo Tlach

VINHO AO SEU ALCANCE

terça-feira, 14 de julho de 2009

A caminho do Rio Grande do Sul, visitando adegas em Bento Gonçalves...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O VINHO 2ª parte

08/07/2009

Desde o solo, a forma de se plantar (em pérgola, espaldadeira), o sistema de refrigeração controlada na hora da fermentação, o tempo de contato das cascas com o mosto (uvas tintas), o tempo de descanso em barricas de carvalho ou a fermentação em tonéis de carvalho ou em tonéis de inox e após, o descanso nas garrafas, tudo faz parte de um bom vinho e quem determina cada processo a ser feito é o enólogo da cantina. A ele cabe o sucesso ou o fracasso do vinho.

O VINHO NO MUNDO

A maioria dos vinhos europeus são encontrados com indicações de regiões, a chamada Denominação de Origem. No rótulo você encontra as informações da região (Portugal: Dão, Douro, Alentejo, França: Bordeaux, Borgonha, Itália: Asti, Valpolicella). Cada país tem seu próprio controle, O consumidor conhece a qualidade dos vinhos, mas geralmente desconhece quais as uvas utilizadas.

Em outras partes do globo os rótulos indicam o tipo de uva utilizado.

No Brasil recentemente foi formada a primeira região que é uma Indicação de Procedência, o Vale dos Vinhedos.

Na Europa temos a maior produção de vinhos e conseqüentemente o maior consumo de vinho per capita.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O VINHO

O VINHO

Vinho uma paixão antiga, diversas vezes o vinho é citado na bíblia, comentado em revistas, internet e nos jornais.

O Vinho não é uma bebida estática. Todos os dias são feitos novos vinhos em vários lugares do mundo, em paises tradicionais e nos paises do novo mundo.

Cada safra é diferente, muda-se o nível das chuvas, a quantidade de sol e vento e o resultado será diferente de anos anteriores.

Surgiu a milhares de anos provavelmente de uma fermentação de uvas dentro de um alforje sendo carregado a grande distância. Que maravilha poder descobrir tal bebida!

Pode se obter vinho praticamente de todas as uvas. Se você utilizar uvas de mesa (uvas americanas tipo niágara, Isabel, bordeaux) você terá vinho de mesa (Brasil), agora se você utilizar uvas finas (uvas européias tipo periquita, moscatel, tempranilo, cabernet sauvignon, merlot, chardonnay) você terá vinho fino de mesa.

O gosto de uva no vinho não quer dizer qualidade. Muitos são os sabores encontrados nos bons vinhos menos o de uva, com exceção dos vinhos feitos com uva moscatel.

Para tanto as uvas são colhidas, vão para a cantina separam-se os bagos dos engaços (máquina), as uvas são então levemente prensadas para separar as cascas e obter-se o mosto que será fermentado por ação das leveduras transformando o açúcar em álcool e dessa forma estará feito o vinho.

Este processo foi explicado de maneira simplista, pois em cada etapa há detalhes muito importantes que fazem a qualidade do produto final, e a diferença entre os bons vinhos e os de excelente qualidade, vinhos que são cotados em dólar, e que podem chegar a cifras de milhares de dólares.

Eduardo Tlach

Vinho Ao Seu Alcance