domingo, 18 de julho de 2010

Vinho no sutiã

Não sei se esse sutiã tem refrigeração, mas a idéia é bem diferente. Quem sabe vão inventar algo parecido para os homens ? Que tal uma cueca ?

Segue reportagem publicada em Época Negócios.


Sutiã substitui bojo por porta vinho

Uma empresa americana especializada em ideias divertidas para presentes acaba de lançar um produto para mulheres que apreciam um bom vinho, independentemente de onde estejam.
A invenção da loja online BaronBob.com é um sutiã que vem com porta vinho. Ou melhor, utiliza o bojo do sutiã para acomodar a bebida.

Cada lado do sutiã comporta 375 ml de vinho, totalizando 750 ml por peça. O produto está disponível em dois tamanhos, pequeno e médio. O que muda entre eles é o tamanho da alça e das costas, já que ambos comportam a mesma quantidade de vinho ou qualquer outra bebida que seja da preferência pessoal da mulher. Um canudo de borracha com uma válvula que abre e fecha permite que a bebida seja consumida sem manchar a roupa.

A ideia da empresa é que além de deixar a bebida preferida sempre disponível, o sutiã ainda ajuda a "aumentar" o tamanho dos seios. Para que o volume não fique "comprometido" conforme a bebida vai sendo consumida, a dona do porta vinho pode assoprar pelo mesmo canudo (usado para consumir a bebida) e fechar a válvula.

Cada sutiã está sendo vendido na internet por US$ 29,95, equivalente a cerca de R$ 53. E para quem está se perguntando por que encher o sutiã com bebida pode parecer uma boa ideia, basta lembrar que, nos Estados Unidos, é proibido beber em lugares públicos. Quem quer consumir bebida precisa sempre enrolar a garrafa em um cartucho pardo de supermercado. No caso, o sutiã até faz sentido...

EDUARDO TLACH
VINHO AO SEU ALCANCE


sexta-feira, 2 de julho de 2010

POR TRÁS DA VIDEIRA...

Muitos são os fatores que podem alterar o resultado de um vinho, aqui vai um deles em reportagem publicada no Estado de São Paulo.


Fungicida altera fermentação da uva

Testes da Embrapa detectaram que químico afeta leveduras que vão transformar a uva em vinho

30 de junho de 2010

Leandro Costa - O Estado de S.Paulo

Resíduos de agrotóxicos podem prejudicar a produção de vinhos na região da Serra Gaúcha. É o que alerta o pesquisador Gildo Almeida da Silva, da Embrapa Uva e Vinho.

Um estudo feito pelo especialista na sede da entidade de pesquisa, em Bento Gonçalves (RS), indicou que resíduos de produtos químicos, especialmente os fungicidas, presentes nas uvas colhidas nos parreirais e encaminhadas para as vinícolas, podem prejudicar o processo de fermentação e afetar a qualidade do vinho.

Leveduras. "Por causa do clima muito úmido da região, o uso de produtos químicos é fundamental para a produção de uvas sadias, livres de organismos patogênicos, como fungos", diz o pesquisador. "O problema é que o processo de fermentação das uvas é feito por leveduras, que também são fungos. Então, se a uva que vai para a campina tiver traços de fungicidas, as leveduras serão prejudicadas e a fermentação sofrerá alterações."

Silva conta que percebeu os indícios dessa alteração há alguns anos, quando vinicultores reclamavam que os vinhos produzidos por eles estavam com alta taxa de açúcar. "Havia casos nos quais a concentração chegava a 50 gramas por litro, o que é muito para um vinho de boa qualidade, porque causa a propagação de bactérias que elevam o teor de acidez do vinho", diz.

O especialista ainda diz que os resíduos de agrotóxicos podem deixar os vinhos mais turvos durante a fermentação. "Observamos casos nos quais o vinho começa a ficar turvo próximo do sétimo mês após o início da fermentação. Investigamos outras possibilidades e concluímos que isso também tem acontecido devido ao excesso de fungicida", afirma.

A pesquisa feita por Silva, entretanto, mostra que essas alterações nem sempre são causadas pelo não respeito às quantidades de fungicidas ou o prazo de carência entre as aplicações. "Fizemos testes com os 13 produtos mais utilizados aqui na região e notamos que mesmo respeitando as especificações alguns desses produtos ainda apresentavam resíduos", revela. Por outro lado, Silva também diz que alguns fungicidas testados até auxiliaram o processo de fermentação. Com os resultados em mãos, o próximo passo é divulgar para os produtores da região quais os produtos que estão fora dos padrões.


EDUARDO TLACH

VINHO AO SEU ALCANCE